Terça-feira, Janeiro 13, 2009


ARPOADOR



Lembro de tantos poentes
E todos doces
Melancólicos azuis de meu pai
Despedindo-se na explosão laranja da tarde
Lembro de tantos
Lembro tudo, sempre
Olhos pregados no ocaso
Absurdam vastos
Coloridos, cinzas, lágrimas
Comezinhas aves
Infância entre porvires
Livres matizes
Pôres-do-sol
Magnífico declínio do tempo
Aquarela lenta, generosa
Até o último feixe-luz
Lembro devotamente
Tantos
Todos doces
Poentes


Gotas do mar



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