Sexta-feira, Outubro 28, 2005


Ah, sei lá! Têm coisas estranhas e boas acontecendo, simultaneamente. Estou menos tolerante, e mais flexível, paradoxalmente. Novos e velhos, idas e vindas, rancores e perdão. Tudo ao mesmo tempo agora, aqui dentro. Tenho lido mais, sofrido menos, escutado música esquizofrenicamente, tenho rechaçado a solidão que traz a tristeza, e aproveitado a que instiga o silêncio da busca... Allen Ginsberg agora é importante pra mim, assim como Else Lasker-Shüler, como Ana Akhmátova, e outros homens e mulheres de nome complicado, não sem-razão, poetas; quero aprender alemão, russo e mandarim dia desses, concretizar o que hoje são projetos, vencer desafios antigos e almejar novos, fugir da mediocridade, e a ela retornar, quando eu bem entender. Quero um corpo feito de alma e abrigo, de renúncias, de vontades saciadas. Quero velocidade, pausa, filosofia, silêncio, a sabedoria da terra que é brotação, que é deserto. Quero eternizar o que foi, o que nunca será, o que está sendo, sem traumas, sem vitimizações. Viver na medida de quem sangra e de quem sorri.

Saciai-vos:




Num prédio que quase beija o morro, uma menina sobrevive. Num quartinho nos confins de Qualquer Lugar, essa menina conversa com as olheiras de estimação. A noite morre, a cigarra zangarreia, faz dueto com o galo que sobrevive à civilização. No mato, no asfalto, ou no inferno, porque é alvorada, cigarra e galo cantam e cantarão. O céu abre as cortinas, o azul volta à cena, as estrelas se apagam. Mas os olhos, os olhos não se fecham. Pelo menos os da menina. Dos olhos, e das olheiras.

Saciai-vos:



Segunda-feira, Outubro 03, 2005


Extra, extra!

Um dos meus escritores preferidos agora tem um blog. Vale a pena conferir e acompanhar:

www.teofilotostes.blogger.com.br


Saciai-vos:



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